Textos Base

Colégio São Miguel Arcanjo

Alunos:

O Sal da Terra

 O que é um ser humano? Um aglomerado de átomos dispers dispersos no os no planeta Terra. E o que ele produz? Um prédio, um celular, um carro e tudo o que se possa imaginar. No final, o que ele gera? Lixo.

É evidente que a única espécie capaz de raciocinar e evoluir é a humana. Torna-se, portanto, inegável e inquestionável a contribuição técnico-científica pela qual somos responsáveis, desde os rústicos instrumentos do homem pré-histórico até a nave espacial do homem contemporâneo. De que vale tanta evolução material se quem arca com as consequências somos nós mesmos?

O século XXI vive um pioneiro processo de desenvolvimento de novas perspectivas para o futuro. A ideia de reverter todo o mal que causamos é a principal delas. Desse modo, estaremos construindo um futuro melhor para nós mesmos e para as gerações futuras.

Seis meses é o tempo que cada um dos milhares de jornais impressos diariamente apenas no estado de São Paulo leva para se decompor no meio ambiente. Entre um e dois anos é o tempo necessário para que a bituca do cigarro dos 65 milhões de fumantes do Brasil se decomponha. Aproximadamente quinhentos anos é o tempo em que as latinhas de alumínio dos assíduos consumidores de refrigerantes ao redor do globo demoram para sumir. É realmente espantoso o que pesquisas e estudos revelam sobre o impacto que as atividades humanas causam ao meio ambiente.

A forma mais fácil e acessível de contribuir para o meio ambiente é por meio da reciclagem. Desse modo, temos a chance de reverter, mesmo que em parte, os danos que causamos ao nosso planeta e, quem sabe um dia, mudar a péssima impressão que deixamos por isso, que nos faz sentir culpados e incrédulos.

O que é o ser humano então, além de um conjunto de átomos na Terra? Um ser que progride, que contribui para o equilíbrio do planeta e que trabalha visando o bem- estar das gerações futuras ou um ser que destrói, mata, polui e agride a natureza em prol de interesses maiores? Vamos responder esse questionamento com ações que mostrem o que realmente somos!

 

Colégio Franscarmo

Alunos:

            Educando para o desenvolvimento sustentável

O Planeta Terra pede urgência na implementação de ações que possibilitem a sua sustentabilidade. Essas ações não podem ser vistas como atos isolados, de responsabilidade de alguns, mas a “ação sustentável” deve ser iniciada de dentro para fora, da postura e exemplo de cada um de nós. Do agir particular de um indivíduo, de um grupo, de uma escola, de uma comunidade, de um bairro, de uma cidade… É o “agir em partes para atingir o todo”.

A educação é a ferramenta para realização do sonho da cidadania planetária – o desenvolvimento sustentável. No seu sentido amplo e no alcance de sua função social, a educação deve ser a expressão do processo da democracia, capaz de construir a cidadania através do saber e da análise e reflexão do contexto global em que estamos inseridos. É o caminho ideal para a aquisição da identidade social, política e econômica de um povo comprometido com o equilíbrio e a preservação do Planeta Terra. A nós enquanto atores do cenário educacional , professores, técnicos, educadores e pedagogos, cabe incentivar um ensino que leve os alunos a observarem sua realidade local, diagnosticar as situações-problema do seu meio e levá-los a não se acomodar, a agirem contra o descaso, a implementarem ações que gerem soluções efetivas.

A educação tem por missão clarear e fortalecer o pensamento do indivíduo, para que esse não seja mais um “cego social”, omisso e sem percepção da realidade que o cerca, promovendo nos bancos das escolas, no “chão da sala de aula”, discussões de temas atuais e a busca conjunta entre educandos e educadores por soluções que promovam “ações concretas” locais no intuito de sanar os problemas diagnosticados ao seu redor.

Torna-se imprescindível à construção de um projeto político-pedagógico que se preocupe com os desafios do século, em especial os de âmbito ambiental.

Segundo Leonardo Boff, ex-frade franciscano estudioso da ecologia social e um dos responsáveis pela redação da Carta da Terra, “as ações ecológicas estão sustentadas por quatro grandes pilares. O primeiro pilar é: Respeitar e cuidar da comunidade de vida, ou seja do meio ambiente em sentido amplo. O segundo: Manter a integridade ecológica, no que diz respeito à manutenção da sua riqueza, beleza e diversidade. A terceira grande pilastra: justiça social e econômica, uma vez que a existência dessas desigualdades afeta ao ser mais complexo da natureza que é o ser humano. Toda injustiça social provoca uma injustiça ecológica contra o ser humano. E por último: a democracia, não violência e paz. Pensar ecologia de forma ampla, abrangendo não só em termos de democracia dos seres humanos, mas de todos os seres vivos.

Os pilares ou princípios encarnam o conceito da sustentabilidade, impondo aos seres humanos a necessidade de relações de consumo que amparem a cooperação, e não a competitividade ambiciosa, os valores éticos, a paz e harmonia ecológica. Evitando a relação de violência, de não alteridade, de não respeito, estaremos introduzindo o cuidado, que é uma relação amorosa para a vida, é não agressiva, é abrir-se generosamente ao outro, acolher e respeitá-lo na sua diferença.

A “pedagogia do cuidado” , como conceitua Boff, é o preservar, o cuidar para a vida, para os ecossistemas, nas relações entre as pessoas. O cuidado supera as classes, inclui todos numa perspectiva de igualdade. É a pré-condição que garante que as coisas dêem certo. Tudo aquilo que se cuida dura muito mais e é revertido em benefícios para todos. A educação é capaz de ressignificar o conceito de sustentabilidade, ultrapassando o sentido econômico de garantir o sustento, mas de garantir a existência da vida humana e da diversidade dos seres vivos.


Colégio Pio XII

Alunos:

Responsabilidade Socioambiental

Responsabilidade socioambiental é considerada um compromisso permanente dos cidadãos em adotar um comportamento ético e contribuir para a saúde da sociedade e do meio.

Na verdade, esta ação deveria fazer parte inconscientemente da vida humana. Proteger o meio ambiente para que as futuras gerações possuam o mesmo privilégio das atuais de apreciar a natureza é uma postura que, os homens preocupados pelo menos com seus filhos, deveriam ter. Ficar inconsolado com a situação precária de outras pessoas e ter vontade de ajudá-las também deviam estar intrínsecas na mente humana.

Com o desenvolvimento do capitalismo, acabamos presenciando, também, uma desvirtuação de valores e o aumento do individualismo. As pessoas nunca se preocuparam muito com questões como a poluição, o desmatamento ou o lixo. Porém, hoje, com o fortalecimento do problema ambiental e o aumento da pobreza, as pessoas são obrigadas a se preocupar e tentar corrigir o que há de errado. É verdade que a responsabilidade socioambiental não está presente nas ações de muitas cidadãos ainda, mas também é verdade que há uma certa porcentagem consciente. Certas empresas, que possuem projetos; escolas, que educam crianças, com o objetivo de se tornarem cidadãos conscientes; famílias, que deixam esse grande legado de amor à natureza e ao próximo, e, entres essas “famílias” estão incluídas as escolas franciscanas. Escolas que seguem ensinamentos preciosas e corretos para o futuro.

O objetivo principal da responsabilidade ambiental é diminuir os danos que principalmente empresas causam ao meio ambiente e preservá-lo, tomando diversas ações, como o projeto da empresa Philips: “Bosque Ecológico Philips da Amazônia”. No meio de uma planta industrial, o bosque de 45 m² de área verde foi planejado para proteger espécies nativas. Além da preservação da biodiversidade, o projeto possui uma estação ecológica de tratamento de água e pode ser visitado, conscientizando o público.

Visando também melhorar a vida da população, diminuindo a diferença social, dando oportunidades a todos, com tratamentos igualitários, e melhorando também, a longo prazo, a economia; muitas empresas também possuem projetos sociais, como é o caso da Unilever. O Programa Esporte Cidadão Unilever foi criado em 1997, com o objetivo de transformar a vida dos jovens de baixa renda, dando-lhes oportunidades no esporte e buscando a inclusão social. Em 11 anos de projeto, 31 mil crianças participaram e 4 mil professores de Educação Física da rede pública tiveram a oportunidade de melhorar seus currículos e terem ricas experiências, pois foram capacitados para trabalhar com tal programa.

A principal base da responsabilidade socioambiental é a conscientização. A educação familiar é essencial, porém as escolas têm grande papel nisso também. Uma criança passa cerca de 5h do seu dia no ambiente escolar, e 12 anos de sua vida em um local onde a palavra chave fundamental é educação. Muitas escolas porém, inclusive as públicas, não se preocupam com a conscientização ecológica principalmente. Por ser, teoricamente, o exemplo, as escolas públicas deveriam se incorporar ou fazer mais projetos que visassem a responsabilidade ambiental que visassem o futuro dessas crianças como cidadãos conscientes, que visassem o futuro do país, do mundo. As escolas particulares, por outro lado, também teriam que melhorar seus projetos e conscientizar mais seus alunos.

Felizmente, comparado às escolas de 50 anos atrás, podemos observar o aparecimento deste sentimento de responsabilidade e seu desenvolvimento.

Algumas escolas se destacam nessas ações, e entre elas, com certeza, estão as franciscanas. O colégio Franciscano Pio XII, por exemplo, possui uma série de projetos ambientais, como a Campanha de Arrecadação de Latinhas de Alumínio para a reciclagem (dinheiro qual é revertido para a Obra Social Pio XII); a coleta seletiva; utilização de papel reciclado e preservação de parte da vegetação nativa. Em relação aos projetos sociais ainda há a manutenção da Obra Social Pio XII, as aulas de preparação para vestibular durante a noite, para pessoas de baixa renda; e a Pastoral (programa de visitação a asilos e à Obra Social, por parte de alunos, com o objetivo de levar alegria a essas pessoas).

Nas escolas franciscanas a responsabilidade socioambiental está bem presente. Por seguirem os ensinamentos de Francisco de Assis, os alunos de tais escolas, em geral, estão mais preocupados com o meio ambiente e o futuro da população. Segundo o espírito franciscano, o mundo inteiro faz parte de nossa família, e quem não uniria todas as suas forças para salvar sua família? Esse é o espírito franciscano, esse é o ensinamento passado aos alunos, e assim se forma a esperança de um mundo melhor.